Cecília e as Bocudas
Hoje a manhã foi interessante. A prova de literatura, acho que vou levar bomba, mas enfim. No tempo de geografia, teve as últimas apresentações dos trabalhos. Victor tocou guitarra, Giovana foi no violão, Ricardo no pandeiro, Caio também no violão e o Filipe num tambozinho que eu esqueci o nome. As meninas (Lívia, Rayssa, Jéssica…) fizeram um ótimo trabalho, foi o único grupo que fez um funk (o do Tropa de Elite), ficou ótimo. Estevan gostou tanto das apresentações que pediu pro grupo da Giovana e das meninas para repetirem. Cecília e as Bocudas - esse é o nome do grupo (Carla, Giovana, Camila, Letícia) parodiaram Eduardo e Mônica, e ficou ótimo. O grupo do Caio (Ramon, Ricardo, Filipe) também se apresentou de novo, só que dessa vez o Estevan que tocou com eles, no lugar do Filipe. Até filmei aqui. Quer saber, vou postar no youtube.
…
Esse 1o. é de quando os meninos tocaram junto com o Estevan. Os meninos precisam de um remédio pra verme, desanimam do nada!
E no fim tudo viram uma gostosa bagunça:
E hoje também eu escapei da prova de matemática hoje. Disse que estava me sentindo tonto. Claro que a mãe sabia. que era mentira, mas autorizou a minha saída. Vim pra casa. Segunda chamada semana que vem. Até lá eu estudo. Nany me disse a pouco que a prova estava lascada! Importante: O CEL decidiu cancelar o simulado de sábado. A Joelma e a Iracy foram hoje nos terceiros anos avisar. Joelma foi tão engraçada, mas tão confiante no seu discurso, foi muito legal. Ela falou da importância de nos tornarmos nonss cidadãos e da mobilização de vários alunos, que foram reclamar junto a ela. Gostei. E poucas vezes eu vi toda a sala prestando atenção em somente uma coisa. Talvez estivessem com medo dela. Mas prestaram atenção. HELLOOOO!!!, dizia ela várias vezes, citando seus hilários exemplos. Enfim, será na quarta que vem. E na aula de literatura, Iracema começou a falar da segunda fase do Modernismo. Ela colocu o poema do Drummond porque lembrou de mim, fiquei feliz! Explico: aulas passadas tinha comentado com ela sobre uma das poucas poesias que eu gosto, que ele fala que as mães deviam ser eternas. Eu li esse poema pela 1a. vez na segunda série, e, apesar de não saber de cor, nunca o esqueci. Segue ele embaixo.
Para sempre
Por que Deus permite
Que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite
É tempo sem hora,
Luz que não apaga
Quando sopra o vento
E chuva desaba,
Veludo escondido
Na pele enrugada,
Água pura, ar puro,
Puro pensamento.
Morrer acontece
Com o que é breve e passa
Sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
É eternidade.
Por que o Deus se lembra
- mistério profundo - de tirá-la um dia?
Fosse eu o rei do mundo,
Baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
Mãe ficará sempre
Junto de seu filho
É ele, velho embora,
Será pequenino
Feito grão de milho.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Dia das mães está chegando.Tá aí um poema pra fazer ela se derreter toda. Até mais
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